03 fevereiro, 2026

Casa do Largo

Durante décadas, a Casa do Largo foi mais do que um restaurante – foi um dos pontos de encontro mais emblemáticos de Cascais: um clube e restaurante onde se cruzavam histórias, gerações e memórias. a Hoje, este lugar mítico renasce pelas mãos de Viviane Rocha, empresária que lidera alguns dos projetos de restauração mais marcantes da grande Lisboa como a Vela Latina, Nikkei, Forest e Char.cutaria. Num menu que destaca pratos e ingredientes típicos da cozinha portuguesa que contracenam com a alma mediterrânica, a Casa do Largo é o mais recente esconderijo dos cascaenses, onde toda a experiência se sente familiar, condizendo com a vila – desde a entrada pelo portão que precede ao pátio cheio de flores, que esconde um colorida porta, onde se é recebido por alguém da equipa que acompanha, à comida que enche a alma com pratos de conforto, até ao ambiente íntimo e sem pressas, de gargalhadas e sussurros, este é o espaço onde a hospitalidade é serventia da casa, pronto para receber novas memórias e longos encontros à mesa, onde o tempo passa sem que se dê por ele.


Este bistrô, que revisita o charme das vivências de outros tempos, mantendo a traça original, com mais de meio século de memórias, renovou o conforto, delicadeza e ambiente familiar refletidos num conceito pensado e orientado para um espaço acolhedor, de porta (sempre aberta), gerido por mulheres, que se une a menu de comer e chorar por mais, aliando o melhor dos três mundos na restauração: um espaço cool e cosy com bom serviço e comida ainda melhor. Uma casa com cara e espírito de uma verdadeira casa.

No interior, a lareira assume um papel central, reforçando a sensação de casa e tornando o espaço particularmente acolhedor nos dias mais frios. Existe ainda uma mezanine que surpreende, possibilitando momentos de maior convívio e privacidade, e que reforça o retrato de uma casa. No exterior, a esplanada destaca-se como um dos grandes trunfos do restaurante, ampla, luminosa e perfeita para receber dias mais quentes, longos almoços ou finais de tarde que se estendem naturalmente para a noite. O resultado é um espaço que equilibra memória e modernidade, mantendo a autenticidade do lugar e devolvendo-lhe vida, sofisticação e uma nova energia.


A proposta gastronómica assenta numa cozinha portuguesa de inspiração mediterrânica, com confecção simples, foco absoluto na matéria-prima e sabores que se querem genuínos. A cozinha nasceu de raiz, com a supervisão e consultoria do Chef Benjamin Villaças (Vela Latina) e é hoje liderada pela Chef Deyse Anjos, que assume o seu primeiro grande desafio à frente de uma equipa própria.


Num bistrô onde não há prato-ícone porque é o conjunto da carta que constrói a identidade da Casa do Largo, a carta reflete equilíbrio e sensibilidade, com pratos que respeitam o produto e a tradição. Dos petiscos e iguarias portuguesas como o Queijo de Azeitão, Tábua de Presunto Pata Negra, Ameijôas à Bulhão Pato, Pica Pau do Lombo, Creme Aveludado de Lavagante ou Ostras Frescas; aos principais de peixe como a Garoupa braseada sobre risotto de bacalhau, as Vieiras com massa fresca e molho de açafrão, o Pregado e carabineiro com molho de alcachofras ; à carne, onde se destaca o Bife à Marrare, o bife com molho e batatas fritas, que não faltam numa casa portuguesa e as Plumas de porco preto ibérico com arroz de morcela; a cozinha revela-se o maior património da Casa do Largo: segura e elegante.



A partir de agora, a Casa do Largo ganha também um novo ritmo com jantares temáticos, pensados como experiências completas, onde gastronomia, música, ambiente e espírito se cruzam. O primeiro aconteceu já em Janeiro, com uma noite inspirada em Espanha, marcada por sevilhanas, música e um menu fechado e criado para entrar na temática. Seguem-se mais edições que serão anunciadas ao longo do tempo no Instagram do restaurante.



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