24 dezembro, 2020

O Natal pelo Mundo

Durante algumas semanas por todo o Mundo existe um brilho mágico, em que as pessoas parecem mais alegres e até o inverno mais rigoroso parece de alguma forma acolhedor. 
Pensem nas vossas tradições de Natal. Estas provavelmente incluem decorar a árvore, pendurar as luzes e preparar o presépio, ver um dos filmes relacionados com a época, um típico jantar de consoada com bacalhau e bolo rei, ir à missa do galo, abrir os presentes à meia-noite. Mas num planeta com mais de 200 países e quase 8 mil milhões de pessoas são muitas as tradições que existem nesta época, e que podem ser mais religiosas, peculiares, desportivas, encantadoras ou supersticiosas.
E embora os costumes e lendas, celebrações e tradicionais possam ser muito diferentes, e algumas até nos possam parecer estranhas, a essência do Natal é semelhante por todo o Mundo.




Filipinas
O Festival das Lanternas (Ligligan Parul Sampernandu) é realizado todos os anos no sábado anterior à véspera de Natal na cidade de São Fernando., onde onze barangays (aldeias) participam no festival e competem para tentar construir a lanterna mais elaborada. 
Originalmente, as lanternas eram criações simples com cerca de 60 centímetros, feitas de papel origami japonês e acesas com uma vela, mas actualmente as lanternas são feitas com uma variedade de materiais e podem ter até 6 metros, e são iluminadas por lâmpadas elétricas que brilham com padrões caleidoscópicos.


Irlanda
Em muitos países ainda existe a tradição de as crianças deixarem leite e biscoitos para o Pai Natal comer quando vai a suas casas deixar as prendas. 
Na Irlanda, essa tradição foi adaptada e os irlandeses deixam ao Pai Natal uma torta de carne e uma cerveja da marca Guinness, ambos típicos daquele país. Além disso, é ainda costume deixarem uma cenoura para as renas. A esta tradição junta-se uma bem mais recente que virou moda nos últimos anos. Chama-se 12 Pubs of Christmas e consiste num género de maratona entre amigos por uma dúzia de pubs durante a semana do Natal.


Suécia
A história peculiar da cabra Gävle começou em 1966, quando surgiu a ideia de criar uma versão gigante da tradicional cabra de palha de Natal sueca. O objetivo era atrair clientes para as lojas e restaurantes da zona sul da cidade e no primeiro domingo do Advento de 1966, a enorme cabra foi colocada na Praça do Castelo em Gävle. Desde então, o Gävle Goat é um símbolo de Natal colocado no mesmo local todos os anos, a cabra Gävle é a maior cabra de palha do mundo e entrou no Livro de Recordes do Guinness pela primeira vez em 1985. 
Esta tradição de Natal sueca levou involuntariamente a uma outra espécie de “tradição” – pessoas a tentarem pegar-lhe fogo. Desde 1966, a cabra foi queimada com sucesso 29 vezes.


Colômbia
O Día de las Velitas marca o princípio da época de Natal na Colômbia. 
Em honra da Virgem Maria e da Imaculada Conceição, as pessoas põem velas e lanternas de papel nas suas janelas, varandas e jardins. A tradição das velas tem crescido e agora aldeias e cidades inteiras à volta do país iluminam-se com exibições elaboradas. Em algumas cidades, como Medellín, as luzes são colocadas ao longo do rio; por outro lado, em Barranquilla as ruas são decoradas com velas. As decorações e desfiles que são organizados variam de acordo com a província.


Alemanha e Áustria
O Nicolau viaja de burro no meio da noite a 6 de Dezembro (Nikolaus Tag) e deixa pequenos presentes como moedas, laranjas e brinquedos por toda a Alemanha, particularmente na região da Baviera. O São Nicolau visita também crianças na escola ou em casa e em troca de rebuçados ou um pequeno presente, cada criança tem de recitar um poema, cantar uma canção ou fazer um desenho.
Na tradição austríaca, o São Nicolau recompensa os meninos bem comportados, enquanto o Krampus captura as crianças mais malandras e leva-as no seu saco. Na primeira semana de Dezembro, especialmente na véspera do dia de São Nicolau, homens novos vestem-se de Krampus para assustar os miúdos com correntes ruidosas e sinos.


Islândia
Os Yule Lads visitam as crianças à volta do país durante as 13 noites até ao Natal. 
Em cada noite, as crianças colocam os seus melhores sapatos ao pé da janela e um Yule Lad diferente faz uma visita cada noite deixando presentes aos meninos bem comportados e batatas podres aos que se portam mal. Vestidos em trajes tradicionais islandeses, estas personagens são bem malandras, e os seus nomes apontam à natureza da desordem que gostam de causar como: Þvörusleikir (Lambedor de colheres), Pottaskefill (Rapador de tachos), Askasleikir (Lambedor de tijelas), Hurðaskellir (Bate-portas),  ou Skyrgámur (Devorador de Skyr).


Itália
Em Itália, além do Pai Natal existe a Befana, uma bruxa. 
Segundo as lendas daquele país, a bruxa Befana acolheu os Três Reis Magos quando estes se dirigiam para Belém e, no dia seguinte, quando eles a convidaram para se juntar a eles, a bruxa recusou. Depois disso, Befana arrependeu-se de não ter ido e ainda procurou os reis, mas não os encontrou... E desde então visita anualmente a casa de todas as crianças na noite de 5 para 6 de Janeiro e deixa doces, frutas secas ou pequenos brinquedos nas meias dos bem-comportados, na esperança de que sejam o menino Jesus. Os malcomportados levam o famoso carvão nas suas meias. 


Noruega
Talvez uma das mais pouco ortodoxas tradições de Natal pode ser encontrada na Noruega, onde as pessoas escondem as suas vassouras. É uma tradição com séculos de existência, que remonta a uma altura em que as pessoas acreditavam que bruxas e espíritos malignos apareciam na véspera de Natal à procura de vassouras para montar. 
Até hoje, muitas pessoas ainda escondem as suas vassouras na parte mais segura da casa para impedir que sejam roubadas.


Ucrânia
Na Ucrânia, as árvores de Natal são decoradas com teias de aranha, ou melhor com decorações que parecem teias de aranha e que se acredita trazerem boa sorte.  A história remonta a uma mulher pobre que não podia comprar decorações para decorar a sua árvore. Na manhã seguinte, ela acordou e a sua árvore estava coberta com teias de aranha que pareciam bonitas e brilhantes. 
Outros países, como a Polónia ou a Alemanha, consideram boa sorte se encontrarem uma aranha ou uma teia de aranha na árvore de Natal.


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