09 abril, 2026

O que não pode perder em Marrakech

Um destino muito aguardado e planeado foi Marrakech, conhecida como a "Cidade Vermelha" é a mais turística de Marrocos, e um destino fascinante que mistura tradição milenar com modernidade.
Considerada um dos centros artísticos e culturais do mundo islâmico, é uma cidade única e vibrante, com uma energia muito própria, até mesmo caótica que mistura de sons, cheiros e sabores exóticos, nos despertam os sentidos e transportam para as mil e uma noites e convidam a explorar, sentir e saborear.  E apesar de receber milhões de visitantes, consegue nunca perder a sua essência e identidade.
Para que não deixem de explorar a sua arquitectura única e monumentos icónicos, deixo-vos um pequeno guia daquilo que não devem perder durante a vossa visita. 



Ficar hospedado num Riad
Ficar num riad é ter uma experiência completamente diferente de ficar num hotel. Desde a arquitectura tradicional marroquina, caracterizada por azulejos coloridos, pátios interiores com com jardins ou fontes; a maioria dos riads localiza-se no interior da medina, muito próximo dos souks e monumentos; por norma, têm poucos quartos o que permite um ambiente mais tranquilo e atendimento personalizado; pratos preparados de forma caseira tradicional e a maria tem terraços com vista.

Visitar um spa marroquino
O spa marroquino conhecido como hammam é um banho árabe tradicional. Faz parte da cultura marroquina, para se limpar o corpo e, muitos dizem, a alma também. Pode ir experimentar um hammam mais tradicional, cujas instalações são mais simples modestas, mas os spas turísticos têm instalações mais modernas com mais comodidades, similares aos banhos de Istambul.


Madrassa Ben Youssef
Uma das maiores e mais importantes escolas islâmicas do Norte de África, fundada no século XIV pelos Marinidas e ampliada no século XVI pelos Saadianos. 
Homenageia o sultão almorávida Ali Ben Youssef, que governou no século XI e impulsionou o conhecimento e durante séculos, foi o maior centro de ensino religioso, filosofia, matemática e medicina, atraindo centenas estudantes de diversas regiões.
Após o seu encerramento como escola em 1960, sofreu obras de restauro e foi aberto ao público como monumento histórico, permitindo a visita aos seus pátios decorados, salas de aula e dormitórios.
 
Palácio Bahia
Um extraordinário monumento histórico em Marrakech, foi construído em duas fases numa área de 8 hectares durante a segunda metade do século XIX.
A casa de Si Moussa, que serviu como camareiro do Sultão Moulay Hassan em 1894 e como Grão-Vizir de Moulay Abdelaziz até à sua morte em 1900, incluía o grande riad, o pátio norte e os anexos. A partir de 1894, Ba Ahmed, filho de Si Moussa, expandiu a residência adquirindo várias casas, que foram então combinadas e transformadas num verdadeiro palácio.
O Palácio Bahia é composto por uma série de pátios, jardins, salões, dependências e anexos, notáveis ​​tanto pela sua estrutura como pela sua ornamentação. 

Praça Jemaa el-Fna
Provavelmente a praça mais conhecida de Marrocos, e é o coração de Marrakech! Ao longo de séculos tem sido casa de comerciantes, contadores de histórias, encantadores de serpentes, artistas e dançarinos, e claro, até carteiristas. ´
Aqui é possível beber um sumo de laranja acabado de espremer, comer a reconfortante sopa harira ou pão marroquino, fazer compras, ouvir música, ou beber o típico chá de menta enquanto observa.
A Praça Jemaa el-Fna está incluída na lista da UNESCO de locais Património Cultural Imaterial da Humanidade.



Medina e compras nos souks
A medina é uma verdadeiro labirinto de ruas vibrantes, cheias de cor, cheiros e artesãos, existe comércio por todo o lado! Desde especiarias e chás. óleo de argão e produtos de cosmética, cerâmicas, peles, calçado e roupas, objectos de decoração, tâmaras e doces, podem encontrar um pouco de tudo.
Já sabem, os comerciantes adoram negociar, por isso tenha um pouco de paciência se quiser comprar ao melhor preço. 



Gastronomia Marroquina
A gastronomia marroquina é rica e variada, caracterizada por sabores intensos, que combinam influências berberes, árabes e mediterrânicas, com uso generoso de especiarias.
As especiarias são coração desta cozinha, com destaque para a canela, açafrão, cominho, ras el hanout, bem como ervas aromáticas frescas. Uma das suas particularidades é combinar os sabores doce e salgados em diferentes pratos, por exemplo combinar carnes com tâmaras, ameixas ou amêndoas.
Alguns dos seus pratos mais conhecidos são o tagine, couscous e o famoso chá de menta.



Jardim Majorelle
Um refúgio de verde e cor, o Jardim Majorelle é um pequeno refúgio de paz localizado no coração da cidade. Este jardim foi criado em 1931 pelo pintor francês Jacques Majorelle em torno de sua moderna oficina Art Déco, construída pelo arquiteto Paul Sinoir. Ao longo das suas viagens, o artista tornou-se jardineiro para trazer dos quatro cantos do mundo centenas de raras variedades de árvores e plantas. 
Este Jardim é uma obra de arte viva que hoje exibe plantas dos cinco continentes, desde bambus, palmeiras, cactos, vasos de flores e plantas aquáticas casam-se com muita delicadeza e impressionam os visitantes. Em 1937, o artista criou um azul ultramar ao mesmo tempo intenso e límpido: o azul Majorelle, com o qual coloriu o seu jardim, que abriu ao público em 1947. 


Mesquita Katoubia
Um dos monumentos mais impressionantes e importantes de Marrakech é a sua mesquita. 
Marcado por uma história complexa: a primeira Koutoubia foi inaugurada em 1157, e a segunda e o minarete foram construídos um ano depois por ordem de Abdelmoumen. Os dois santuários distinguem-se pelo seu plano inovador dando-lhe uma importância capital à parede da qibla (orientação da oração).
Marcando a paisagem de sua presença, o minarete erguido em pedra, com uma altura de 77 m, permite o uso de uma rampa para alcançar seu cume. Uma decoração sóbria composta por relevos esculpidos e registros de azulejos brancos e verdes, pontuando as partes superiores das fachadas e o pináculo.
Apenas é permitida a entrada a muçulmanos.



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